Cientistas criam robôs capazes de se dividir e consertar sozinhos

Londres – Uma equipe de cientistas desenvolveu robôs capazes de se unir, dividir e até mesmo consertar sem perder as funções sensoriais e motoras, segundo um estudo publicado nesta terça-feira pela revista “Nature”.

Este trabalho, liderado pela Universidade Livre de Bruxelas, abre portas para a aparição em um futuro muito próximo de robôs que, de maneira autônoma, poderão modificar a própria forma, tamanho e funções.

Os responsáveis pelo experimento lembram que muitos tipos de autômatos são controlados por sistemas nervosos robóticos cujos sensores e transmissores, por exemplo, são conectados a um processador central.

Na maioria desses casos, esses sistemas são construídos para que se adaptem exclusivamente à forma do robô, o que limita a sua flexibilidade, adaptabilidade e capacidade, detalham os especialistas, entre os quais há membros do Instituto Universitário e de Telecomunicações de Lisboa (Portugal).

A adaptabilidade pode ser melhorada com o uso de robôs modulares, fabricados com múltiplas unidades capazes de formar corpos coletivos.

No entanto, os avanços na coordenação e no controle dos robôs modulares foram limitados pelo fato de que essas unidades sozinhas podem gerar um número limitado de corpos coletivos com formas predefinidas.

“Aqui apresentamos robôs cujos corpos e sistemas de controle podem se unir para formar robôs inteiramente novos e reter todo o controle sensorial e motor. Nossos modelos de controle permitem que os robôs exibam propriedades que vão além das de máquinas atuais ou de qualquer organismo biológico”, destacam os autores no texto.

Estes autômatos de última geração podem adotar novas formas e tamanhos em resposta a uma tarefa específica ou a uma mudança de meio, ao mesmo tempo que são capazes de se consertarem, retirando as partes danificadas ou as substituindo.

Em relação às aplicações práticas, os especialistas acreditam que os robôs servirão, por exemplo, para detectar, mover e suspender objetos, como tijolos de construção, se bem que no futuro não deve ser necessário construí-los para que desenvolvam somente uma tarefa específica.

“Este trabalho nos aproxima um pouco mais dos robôs que poderão, de maneira autônoma, mudar o seu tamanho, forma e função”, acreditam os científicos.

Fonte:Exame

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