Desembargadora: Marielle foi eleita pelo Comando Vermelho

São Paulo – A desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), disse que a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada nesta semana junto com o motorista Anderson Gomes, foi eleita pelo Comando Vermelho.

A declaração foi feita em um comentário a um post publicado pelo advogado Paulo Nader no Facebook.

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, diz a desembargadora, sem apresentar qualquer prova que corrobore com a afirmação.

“Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ (sic) sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava. Até nós sabemos disso”, acrescenta Marilia Castro Neves. “A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim”.

A magistrada conclui seu pensamento, afirmando que “qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Repercussão

A notícia da declaração da desembargadora, feita na última sexta-feira, repercutiu nas redes sociais, porque vai de encontro ao perfil conhecido da vereadora.

Nascida na favela da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, Marielle Franco se formou socióloga, militou pelos direitos humanos e se elegeu para o legislativo dois anos atrás. 

EXAME entrou em contato com a assessoria de imprensa do TJ-RJ para ouvir a desembargadora. Assim que obtivermos resposta, este texto será atualizado.

À coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a desembargadora Marilia Castro Neves explicou-se dizendo que deu sua opinião “como cidadã” na página de um colega, já que não atua na área criminal, e que postou as informações retiradas do texto de uma amiga.

“A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e  não houve essa comoção. E ela também trabalhava, lutava, salvava vidas”, afirma a desembargadora, em entrevista ao jornal.

Fonte:Exame

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