Jungmann visita Pacaraima, símbolo do despreparo nacional

A visita acontece cinco dias depois de moradores de Pacaraima atacarem imigrantes, queimarem seus pertences e exigirem sua volta ao país vizinho. Nos últimos dias, carreatas pela cidade pediram paz na relação entre venezuelanos e brasileiros. A tensão na fronteira marca o despreparo do governo de Roraima e da União para lidar com uma crise migratória que se agrava.

No domingo, a governadora de Roraima, Suely Campos (PP) pediu ao Supremo Tribunal Federal que suspenda temporariamente a imigração na fronteira e que os imigrantes sejam redistribuídos nos outros 26 estados do país. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, afirmou que o fechamento da fronteira é “impensável e ilegal”. A Advocacia-Geral da União enviou ao Supremo uma manifestação contrária ao fechamento. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), por sua vez, voltou a insistir no tema ao pedir o fechamento diretamente ao presidente Temer.

A queda de braço entre Boa Vista e Brasília deve ganhar novos capítulos, já que o governo do estado cobra a distribuição de mais recursos para investimento em segurança e saúde. Segundo Etchegoyen, o governo já disponibilizou 184 milhões de reais, dos quais 70 milhões não chegaram a ser usados. Mas um pedido do governo estadual deve ser aceito: ontem a Casa Civil anunciou que mais de mil venezuelanos que permanecem no estado de Roraima serão distribuídos para outras cidades do Brasil a partir do final de agosto.

A crise migratória deve ter reflexos nas eleições estaduais. Segundo pesquisa do Ibope, Suely Campos tem taxa de rejeição de 62% e aparece em terceiro lugar na corrida, com 14% das intenções de voto. O ex-governador José de Anchieta Júnior (PSDB), lidera a corrida, com 36% das intenções de voto, seguido por Antônio Denarium (PSL), com 20%.

Fonte:Exame

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